2026
Lançamento das Orientações sobre auditorias em pobreza multidimensional junto às outras ISCs.
No âmbito do Grupo de Trabalho da INTOSAI sobre Avaliação de Políticas Públicas e Programas (WGEPPP), treze Instituições Superiores de Controle (ISCs) colaboram no desenvolvimento das Orientações sobre auditoria em pobreza multidimensional. A iniciativa reúne experiências, auditorias e conhecimento das ISCs participantes em diferentes regiões do mundo. Como líder do projeto, o Tribunal de Contas da União (TCU) coordena a estruturação metodológica e a consolidação técnica das contribuições desenvolvidas coletivamente.
As orientações procuram responder a uma questão central: como as Instituições Superiores de Controle podem utilizar evidências de pobreza multidimensional para selecionar objetos de auditoria, avaliar políticas públicas, produzir recomendações de impacto e gerar maior valor para a sociedade? Para isso, o documento apresenta conceitos fundamentais sobre auditoria em pobreza multidimensional, discute o planejamento estratégico das ISCs, propõe abordagens para planejamento e execução de auditorias e explora formas de avaliar resultados, impacto e criação de valor público.
As orientações resultantes deste trabalho podem ser adotadas em fiscalizações sob diversas perspectivas. Os países que ainda não têm experiência em auditorias de pobreza terão auxílio para planejar suas primeiras auditorias em pobreza multidimensional, enquanto aqueles com maior experiência podem aperfeiçoar o seu planejamento estratégico de longo prazo.
As orientações também podem ser úteis para instituições de controle estaduais e municipais com diversos níveis de experiência.
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Efeito multiplicador
As orientações propostas foram desenvolvidas para serem utilizadas por diferentes Instituições Superiores de Controle (ISCs), independentemente do contexto de cada país. Embora cada realidade exija adaptações, a adoção de princípios comuns amplia a possibilidade de comparar auditorias e identificar novas formas de atuação.
À medida que novas instituições incorporam essa abordagem, cresce também a capacidade de compartilhar experiências, aperfeiçoar métodos de auditoria e identificar práticas que contribuam para enfrentar a pobreza de forma mais efetiva. Essa lógica cria um efeito multiplicador: o conhecimento produzido por uma instituição pode apoiar o trabalho de muitas outras.
Consolida-se, então, uma rede internacional para compartilhamento de conhecimentos sobre auditorias em pobreza multidimensional, estimulando a cooperação entre instituições de controle e o aprimoramento contínuo das metodologias utilizadas.
As pessoas percebem os resultados quando as políticas públicas passam a responder melhor às necessidades reais da população, e não apenas aos indicadores tradicionais.
Por exemplo: um programa habitacional deixa de ser avaliado apenas pelo número de casas entregues e passa a considerar o acesso das famílias a saneamento, água potável e unidades de saúde por perto.
As famílias não veem o índice, mas percebem decisões melhores sendo tomadas.
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O que vem pela frente
Lançamento das Orientações sobre auditorias em pobreza multidimensional junto às outras ISCs.
Realização de auditorias piloto pelas ISCs de outros países utilizando as orientações como suporte.
Feedback sobre as orientações com base nas auditorias piloto no Encontro de 2027 do WGEPPP.