O guia procura responder a uma questão central: como as Instituições Superiores de Controle podem utilizar evidências de pobreza multidimensional para selecionar objetos de auditoria, avaliar políticas públicas, produzir recomendações de impacto e gerar maior valor para a sociedade? Para isso, o documento apresenta conceitos fundamentais sobre auditoria em pobreza multidimensional, discute o planejamento estratégico das ISCs, propõe abordagens para planejamento e execução de auditorias e explora formas de avaliar resultados, impacto e criação de valor público.
O guia resultante deste trabalho pode ser adotado em fiscalizações sob diversas perspectivas. Os países que ainda não têm experiência em auditorias de pobreza terão auxílio para planejar suas primeiras auditorias em pobreza multidimensional, enquanto aqueles com maior experiência podem aperfeiçoar o seu planejamento estratégico de longo prazo.
O guia também pode ser útil para instituições de controle estaduais e municipais com diversos níveis de experiência.
01
Parcerias
internacionais
Quem constrói junto

UNICEF
Referências sobre infância, privação de direitos e análise de grupos especialmente vulneráveis.
Acessar site
INTOSAI
Integração com a comunidade internacional de controle e disseminação do guia entre instituições membros.
Acessar site
WGEPPP
Grupo de trabalho que aproxima o debate sobre avaliação de políticas públicas, equidade e combate à pobreza.
Acessar siteParceiras
Rede colaborativa
Instituições superiores de controle participantes compartilham casos, critérios e soluções aplicadas em auditorias nacionais.
Ver cooperação02
Como a adoção de um guia contribui para o controle?
Efeito multiplicador
O guia proposto foi desenvolvido para ser utilizado por diferentes Instituições Superiores de Controle (ISCs), independentemente do contexto de cada país. Embora cada realidade exija adaptações, a adoção de princípios comuns amplia a possibilidade de comparar auditorias e identificar novas formas de atuação.
À medida que novas instituições incorporam essa abordagem, cresce também a capacidade de compartilhar experiências, aperfeiçoar métodos de auditoria e identificar práticas que contribuam para enfrentar a pobreza de forma mais efetiva. Essa lógica cria um efeito multiplicador: o conhecimento produzido por uma instituição pode apoiar o trabalho de muitas outras.
Consolida-se, então, uma rede internacional para compartilhamento de conhecimentos sobre auditorias em pobreza multidimensional, estimulando a cooperação entre instituições de controle e o aprimoramento contínuo das metodologias utilizadas.
Em âmbito nacional, as auditorias mostraram as diferenças de resultados de ações e programas de redução da pobreza nos diversos aspectos abordados, revelando onde os recursos públicos estão sendo empregados. Também poderão apontar quais os tipos de privações mais afetam a população de cada localidade, as causas dessas privações e as ações que podem aliviá-las.
As pessoas percebem os resultados quando as políticas públicas passam a responder melhor às necessidades reais da população, e não apenas aos indicadores tradicionais.
Por exemplo: um programa habitacional deixa de ser avaliado apenas pelo número de casas entregues e passa a considerar o acesso das famílias a saneamento, água potável e unidades de saúde por perto.
As famílias não veem o índice, mas percebem decisões melhores sendo tomadas.
03
Próximos passos
O que vem pela frente
2026
Lançamento do guia de auditorias em pobreza multidimensional junto às outras ISCs.
2026
Cálculo do IMP-A por municípios e divulgação dos resultados junto aos TCEs e TCMs.
2027
Realização de auditorias piloto pelas ISCs de outros países utilizando o guia como suporte.
2027
Realização de auditoria coordenada com TCEs e TCMs utilizando o guia e o IMP-A como suporte.

